Sobre a saúde do idoso

Idoso e Sexualidade

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Alguns mitos da sexualidade humana

Essa fase da vida é rodeada por mitos e crenças a respeito do sexo.

A realidade é que nossa cultura ocidental propaga através da mídia, a juventude como o único estágio ideal da vida também para o sexo. Só agora, no século XXI o sexo está sendo incluído como parte das funções das pessoas na fase do envelhecimento. Segundo Lopes (1994), nada envelhece mais do que a predisposição psicológica de sentir-se em inferioridade, “por baixo”. Essa predisposição propícia à discriminação de expectativas, crenças, mitos e crendices, em sua maioria ligados à esfera sexual, que prejudica e até mesmo destrói o componente erótico-afetivo das pessoas. Vejamos alguns desses mitos:

  • A sexualidade é debilitada na menopausa e desaparece na terceira idade;
  • A sexualidade termina com a menopausa;
  • A redução funcional das glândulas sexuais assinala o fim da vida sexual dos seres humanos;
  • Todo indivíduo pode ter um número de relações sexuais e, ao esgotar-se a cota encerra-se sua atividade sexual;
  • Se um homem ou uma mulher são esterilizados o impulso sexual diminui;
  • A remoção do útero e/ou ovários pela mulher e da próstata pelo homem, assinala o fim da vida sexual de ambos;
  • Em geral são pessoas com mais de 60 anos que molestam sexualmente as crianças;
  • Os velhos não levam vantagem sobre os jovens quanto a atividade sexual;
  • O homem nasce com um número limitado de ejaculações;
  • A masturbação a é uma prática restrita a crianças e adolescentes.

A atividade sexual é fundamental em qualquer idade, desde que haja desejo. Quanto mais regular for a manifestação sexual, mais fácil será manter a sexualidade com o passar dos anos. O indivíduo sexualmente ativo na juventude tende a sê-lo também na velhice.

Doenças tendem a inibir a atividade sexual, mas não a encerram. Apesar de algumas doenças comprometerem as relações sexuais, a sexualidade continua a mesma, podendo ser vivida de acordo com a disposição dos sujeitos.

Existem muitas substâncias propagadas como afrodisíacos, porém elas funcionam mais como placebo para atingir o objetivo, um efeito psicogênico no aumento da autoconfiança e da autoestima.

Pode-se crer que não existe afrodisíaco maior e mais verdadeiro que o amor erótico, bem como um corpo vigoroso, saudável e energético. Crescemos sexualmente quando reaprendermos habilidades, como humildade, honestidade, não querer levar vantagem em tudo, não querer ser comparado, e deixar de ser utilitarista consigo mesmo. Em suma, ser gente, falar a verdade, não é necessário para ninguém, homem ou mulher “ser herói do sexo”.

 

Neide Azevedo Dezen de Queiroz

Psicóloga Clínica, especialista em Envelhecimento

CRP.06/73593