Sobre a saúde do idoso

Musicoterapia e idosos

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De acordo com a União Brasileira das Associações de Musicoterapia (UBAM), a Musicoterapia é um campo de conhecimento que estuda os efeitos da música e a utilização de experiências musicais aplicado a indivíduos em contexto grupal ou individual por um profissional de nível superior ou especialização em Musicoterapia, objetivando o aumento das possibilidades de existir e agir, nos âmbitos da promoção, prevenção, reabilitação da saúde, e de transformação de contextos sociais e comunitários. Seus benefícios são os mais diversos, contemplando as necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas do indivíduo.

Considerando a importância do trabalho extensivo e multidisciplinar, diversas áreas da saúde, educação ou ciências sociais vêm se unindo à Musicoterapia, como é o caso da Gerontologia. No envelhecimento, enquanto processo natural da vida que traz consigo mudanças físicas, psicológicas e sociais, a aplicação da musicoterapia tem apresentado resultados bastante positivos.

A musicoterapia promove a socialização e relações sociais com criação de relacionamentos, importante resultado frente à reclusão social consequente por contexto familiar ou pela sociedade. Com isso, frente aos comuns relatos de depressão e ansiedade em idosos, a satisfação resultante do setting musicoterapêutico é um fator que exerce controle em sintomas psicológicos, podendo promover uma boa percepção de qualidade de vida e suas condições de saúde, resultando em um envelhecimento ativo e integrado à sociedade.

No âmbito físico e fisiológico, melhoras da pressão arterial e função pulmonar vêm sendo relatadas em estudos. Além disso, através da expressão corporal vinculada à música há o melhoramento de aspectos motores, melhorando a sua funcionalidade e mobilidade, desenvolvendo a condição espaço-temporal do idoso, além de promover a liberdade de movimentos em suas atividades diárias, o que ressignifica seu cotidiano.

A musicoterapia também tem desenvolvido trabalhos significativos em doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer, além de ser uma forte aliada no trabalho de desenvolvimento de funções cognitivas, fortalecimento do potencial criativo e resgate da memória emocional do idoso, além do resgate de sua história de vida, valorizando-o frente sua família e sociedade.

Fontes: UNIÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE MUSICOTERAPIA. Definição Brasileira de Musicoterapia. 2018. / REVISTA BRASILEIRA DE MUSICOTERAPIA, p. 4, 1996. / Revista Brasileira de Musicoterapia – Ano XIX n° 22 ANO 2017 NEMES, M.C.; ARRUDA, M.L.; GOMES, F. R.H.; VAGETTI, G.C. Revisão sistemática sobre intervenções com idosos na área da musicoterapia (p.48-67)